sábado, 1 de setembro de 2012

Som das cordas.

Violão. foto: amffblog
A guitarra está incorporada nos mais variados gêneros musicais. Seu som pode ser utilizado e alterado e tem gente por aí que mal reconhece o som de uma ao ouvir uma música. Apesar de ser um dos instrumentos que os jovens mais querem aprender a tocar, poucos sabem da história dele. 

Para começar, quem constrói instrumentos de corda com caixa de ressonância chama-se luthier (lê-se lutier). Essa profissão é retratada na arte desde o século XVII, mas a guitarra, no caso, é bem mais antiga que isso. 

Existe uma confusão em relação aos nomes de guitarra e violão nos países de língua portuguesa. No Brasil, por exemplo, reconhecemos a guitarra acústica pelo nome de violão e a guitarra elétrica simplesmente por guitarra. Já os portugueses usam guitarra para as duas variações e dão nomes específicos às violas mais antigas, características de sua cultura e música. 

Não se sabe o certo nem onde nem quando ele começou a ser feito e utilizado. Dentre as diversas teorias, há duas que são mais plausíveis. Diz-se que a mãe das guitarras, o alaúde mourisco (seis pares de cordas) existe pelo menos há 5 mil anos. Mas a primeira hipótese para a introdução no ocidente é que a guitarra teria derivado da citara romana (que na verdade era grega, mas passou a ter esse nome por causa do domínio do Império Romano). Por volta do século I, ela teria chegado à Espanha onde, apenas mais tarde, no século IX, foi introduzida na cultura musical, numa forma mais parecida com a guitarra acústica atual. 

A outra suposição é que ela teria sido derivado do antigo alaúde árabe que foi levado para países como Portugal e Espanha quando os Mouros invadiram a Península Ibérica.

Com o passar dos séculos, a guitarra foi desenvolvendo, ganhando novas formas e tamanhos. O formato da caixa vem afinando, o braço fica mais fino também. A posição da abertura da caixa também vem dançando com os anos. Algumas variações ficaram tão diferentes que se tornaram instrumentos específicos. 

Les Paul Gibson foto: freewords
A guitarra elétrica, tal como conhecemos hoje, é bem mais recente que essa aula de História toda. Nos anos 30 ela surgiu de forma independente e foi sendo passada praticamente de mão em mão. A parte elétrica consistia somente em botar um microfone dentro da caixa de ressonância. Mais tarde, entre a década de 1950 e 60, surgiram as guitarras maciças (como as famosas Fender Stratocaster e a Gibson Les Paul), já que a caixa de ressonância não era mais necessária. As cordas, que sempre foram de nylon passaram a ser metálicas e os captadores magnéticos passaram a ser utilizados. 

O som da guitarra é produzido pela vibração das cordas. As cordas mais finas produzem sons mais agudos e as grossas, mais graves. Uma das diferenças entre o violão e a guitarra é a quantidade de trastes. Na guitarra, o braço tende a ser maior, tendo maior números dessas "divisõeszinhas". 

Apresentando a senhora guitarra. Prazer? 

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