| The Vaccines / NME |
O público alternativo conhece esse nome: The Vaccines. A banda de Londres tem sido destaque no rock depois de seu álbum de estréia "What did you expect from the Vaccines?" ser um dos álbuns mais vendidos em 2011. Com "Come Of Age" lançado recentemente (aqui no Brasil também!) a banda pretende aumentar seu público. Em entrevista ao G1, o baixista diz que a banda quer se livrar do rótulo indie (já que o primeiro CD foi lançado por uma major label). Confira abaixo algumas respostas de Arni Arnason, que é islandês.
G1 - Vocês foram a única banda de rock nas duas últimas edições da lista de apostas musicais da BBC. Por que acha que isso acontece? As pessoas estão menos interessadas em rock ou apenas se interessam por vocês?
Arni Arnason - Não acho que as pessoas estão menos interessadas em rock. Você pode ver isso quando as maiores turnês ainda são de rock. Talvez elas não estejam no rádio, mas estão por aí. Talvez as pessoas que se importam com o rock pararam de ligar para a agenda do mainstream. Os Vaccines estão no meio termo. Porque nos consideramos uma banda pop, gostamos de escrever canções pop. Por isso temos mais desse apelo comum.
As pessoas que nos chamam de indie esquecem que nós lançamos o primeiro disco por uma grande gravadora. Temos aspirações, queremos ser maiores e melhores."
G1 - O 'Guardian' disse que vocês podem se tornar a última banda de rock a vender discos. Você está confortável com o status de “banda indie” ou queria vender mais?
Arni Arnason - Não nos considero uma banda indie, mas uma banda rock. Indie se tornou uma palavra sem significado. As pessoas que nos chamam de indie esquecem que nós lançamos o primeiro disco por uma grande gravadora. Temos aspirações, queremos ser maiores e melhores.
G1 - Justin [vocalista] disse que vocês são uma banda pop em formato rock. Concorda?
Arni Arnason - Definitivamente sim. O pop de hoje é produzido de uma maneira em que tudo soa do mesmo jeito. As pessoas continuam escrevendo grandes canções pop, mas arranjando e produzindo de forma datada. Em dois anos você vai poder ouvir uma música pop de 2012 e notar que é de 2012. Tudo é igual. As pessoas esquecem que o pop está por aí há 60 anos. Eddie Cochran estava escrevendo música pop. Mesmo que tivesse guitarra e fosse meio áspera, era pop. O mesmo para os anos 60, Phill Spector era pop. Ramones era uma banda pop com guitarra. “Sheena is a punk rocker” é uma das múscas mais pop que eu já ouvi. Não acho que guitarras e pop excluem um ao outro. Eles têm uma longa história de viverem juntos e é importante se lembrar disso.
G1 - O álbum pode ser visto como a banda tentando crescer e buscando sua identidade. Chegaram a uma resposta?
Arni Arnason - É uma boa questão. Acho que ainda estamos descobrindo. Chegamos mais perto nesse disco, do nosso som, de nossas vozes. Mas ainda precisamos de mais discos para encontrar. Foi uma busca divertida, pudemos explorar mais coisas, ter menos preconceito sobre como deveríamos soar.
G1 - Há novos convites para voltar ao Brasil?
Arni Arnason - Sim. Já temos algumas opções. Não posso confirmar nada, mas queremos voltar o mais cedo possível.
(Fonte: G1 Música)
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